Maria da Paixão
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Coimbra   Lisboa - Olivais  

 

 




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Na presença da irmã Maria  de Lurdes Farinha Alves, Superiora Provincial,
faço profissão.

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Pastoral Juvenil/vocacional


Caminhada vocacional



Na nossa caminhada vocacional, «também nos deixamos formar
pelas experiências e intercâmbios (Mc 6,30) próprios do serviço de evangelização, pelos acontecimentos da nossa vida e do nosso tempo.

À luz da Palavra, refletimos neles e assim aprendemos a amar mais a Deus e aos irmãos» (Constituições 94).

 




Celebração dos Votos Perpétuos



A Irmã Sara partilha esta etapa da sua caminhada


Graça e gratidão. Duas palavras que dizem bem aquilo que vivi no dia da minha Profissão Perpétua, dia do meu «Sim» ao Amor de Deus, que me escolheu, consagrou e enviou (e continua e continuará a fazê-lo).


A graça de Deus que superabundou de forma inaudita, com tal densidade que, difusiva como ela é, estou certa, terá tocado o coração de muitos dos que estavam presentes, como alguns o expressavam. Sinto-me verdadeiramente uma mulher muito agraciada.


Ao afirmar diante de todos que quero
comungar do Ecce e do Fiat do Verbo entregue ao Pai pela salvação do mundo, ao dizer o meu «Sim» à vontade do Pai, que é sempre uma vontade salvífica, por graça de Deus, participo com Cristo na obra da redenção do Pai.


Isto dá-me uma alegria imensa, e partilhar esta alegria com todos os que me acompanharam é uma felicidade.


Foi com esta disposição que
acolhi o envio missionário para a Argentina,       na certeza de que é esta a vontade de Deus, para a salvação do mundo.

Como Maria, ofereço todo o meu ser em inteira disponibilidade de amor, na fé e no serviço humilde, para que se realize a obra do Pai (cf. Const. 2).



Gratidão por este dom de Deus, dom gratuito, que me foi dado não por qualquer mérito que eu possa ter, mas, pura e simplesmente, porque o Amor assim quis e assim quer.
Gratidão a Deus, por tudo quanto Ele realizou em mim e por mim; gratidão a todas as suas mediações.

Quanta dedicação, empenho e carinho por parte das Irmãs da Província, que me acompanharam, umas com a oração e comunhão, outras provendo para que este  dia fosse o que foi: um dia muito belo.

Sim, foram muitas as expressões da beleza deste dia: a celebração da Eucaristia,  o almoço festivo que lhe seguiu, a ornamentação de todos os espaços …
a alegria contagiante que se viveu …

Gratidão por poder partilhar este evento tão significativo, não só com a minha família religiosa, Irmãs das Províncias de Portugal e do Brasil, mas também com a minha família de sangue, com os amigos, com os Padres que acompanharam o meu itinerário espiritual, e com todos aqueles que quiseram associar-se a esta festa.

Gratidão por todas as formas de presença FMM, que, embora distantes geograficamente, se fizeram tão próximas A todos, muito obrigada.


Este é certamente um dia de que hei-de fazer memória ao longo de toda a minha vida, e assim, pela memória que dele fizer, eu renovarei a minha gratidão, e Deus actualizará a graça que nele me concedeu.


                                                                                                     Sara Renca




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Sara Renca

A irmã Maria Sara da Ascensão Renca esteve em missão na Província fmm do Brasil, como preparação próxima da sua Profissão perpétua.

Já regressou à Província de Portugal e partilha connosco a sua vivência missionária em Terra de Vera Cruz.



Do Brasil para Portugal

De novo em Portugal, depois de quase um ano de experiência missionária em terras de Vera Cruz. As saudades já são muitas; mas o sentimento que mais abunda no meu coração é a gratidão. Uma imensa gratidão por tudo o que me foi dado viver neste tempo de graça, neste kairós.

Agradeço em primeiro lugar a Deus, fonte de toda a graça e cuja presença pude experienciar em cada instante;
e ao Instituto, que me proporcionou toda esta vivência, particularmente a Província do Brasil, que, desde o meu acolhimento até ao meu envio para Portugal, foi inexcedível no cuidado para que esta experiência fosse o mais rica possível.
Tudo foi cuidadosamente preparado nesse sentido.


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Embora tenha passado mais tempo em três comunidades, Manaus e Tefé, no Estado do Amazonas, e Campo Limpo Paulista, no Estado de São Paulo, tive oportunidade de conhecer dez das onze comunidades, e respectiva missão, desta Província «Irmã», espalhadas por quatro Estados deste imenso país com dimensão continental.

Conheci também um pouco do contexto social e eclesial em que estão inseridas. Tudo isto foi de uma enorme riqueza, que me ajuda a olhar para o mundo de uma forma diferente daquela que tinha antes de partir. 

                                                                                                      Sara Renca


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Vocação - Missão

«Antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia;
antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei e te constituí profeta das nações.»
(Jeremias 1, 5)

«Ouvi a voz do Senhor que dizia:
«Quem enviarei? Quem será o nosso mensageiro?»

Então eu disse: «Eis-me aqui, envia-me.»
(Isaías 6,8)



Franciscanas Missionárias de Maria







Um Percurso de Formação


«Deus chama-nos pessoalmente a seguir mais de perto a Cristo – Caminho, Verdade e Vida.       

A nossa resposta de amor é definitiva e exprime-se pela profissão religiosa.

Em sinal de Aliança com o seu Povo, Deus nos consagra num Instituto religioso.

A nossa vida, na fidelidade a esta consagração, testemunha a primazia do amor de Deus.» (Constituições fmm, 1)

O dom a que nós chamamos «Carisma», Deus o confiou a Maria da Paixão, nossa fundadora.
Ela o acolheu e no-lo transmitiu.
Hoje nós procuramos vivê-lo de uma maneira sempre nova na fidelidade ao Espírito do Senhor.
Cada uma de nós continua a responder sim ao apelo de Deus.


Como respondemos nós a ele ?


Cada uma de nós tem uma missão única no mundo. É a nossa vocação!
E só nós a poderemos cumprir.
Nenhuma outra pessoa pode fazer o que devemos fazer.
Nenhuma outra pessoa pode fazer o que me compete fazer.

A vida religiosa, como toda a vida, é um caminho, que é difícil de explicar;
é uma resposta pessoal a um apelo pessoal.
Mas uma coisa é certa: A iniciativa pertence a Deus eé na fé que se reconhece o seu apelo.

Para lhe responder, cada uma de nós escolheu o Instituto das FMM. Esta decisão não foi provavelmente fácil: foi preciso dar um salto no vazio, num mundo desconhecido, no entanto rico de promessas e de alegria, e arriscar ter confiança em Cristo.                                                                                                                    
É um caminho luminoso, de contínuas descobertas sobre o mistério de Deus, sobre nós mesmas e sobre os outros: um caminho percorrido em liberdade, envolvendo todo o nosso ser. Por vezes é um caminho doloroso, mas sempre retomado e que, pouco a pouco, muda em nós alguma coisa.                                        
O que parecia amargo torna-se doce e o que julgávamos loucura torna-se sabedoria. Descobrimos em nós e no mundo dimensões novas e inimagináveis.


Quais são as etapas desta caminhada?


Quando uma jovem é aceite para começar a sua preparação para a vida das Franciscanas Missionárias de Maria, ela viverá um tempo – habitualmente um ano – numa comunidade FMM. Aí, ela poderá discernir, com a comunidade, se recebeu o apelo de Cristo e se tem aptidões para viver a vida FMM. Este período de formação chama-se pré-noviciado.

Ao fim do pré-noviciado, a jovem pode então começar uma formação mais intensa que dura pelo menos dois anos.
É um tempo em que ela
aprofunda a sua relação pessoal com Deus,
aprende a dar uma resposta concreta ao apelo do Senhor,
descobre a espiritualidade do Instituto das FMM
e se prepara para a consagração religiosa pelos votos.

Este período de formação chama-se noviciado.

No fim do noviciado, a jovem, livre e conscientemente, pronuncia os três votos de pobreza, de castidade e de obediência, por um período de três anos.

A preparação aprofunda-se ainda por um compromisso mais concreto na vida de oração e na missão da comunidade
pela profissão dos votos temporários
– até se comprometer definitivamente como FMM, pela profissão dos votos perpétuos.
Neste momento, cada irmã recebe da Superiora Geral o seu primeiro envio em missão, que pode ser para qualquer país do mundo onde as FMM estão presentes.

«Fundada sobre a fidelidade de Deus, a profissão religiosa vive-se na fé, esperança e amor.» (Constituições 50)

Pela pobreza: tornamo-nos livres como peregrinos em busca do reino;
pela obediência: deixamos a Deus a liberdade de conduzir a nossa vida;
pela castidade: somos chamadas a um amor total e definitivo.

Cada uma de nós toma o compromisso de ser fiel ao dom de Deus e de viver com amor na criatividade e na disponibilidade.

Após as etapas iniciais de formação, cada Franciscana Missionária de Maria continua a aprofundar a sua vocação específica, na vida e pela vida:
oração regular, estudos, partilha com as irmãs da comunidade, experiências, encontros, mudanças ocasionadas pela vida quotidiana.

Este aprofundamento da vocação faz-se também através de tempos de reciclagem espiritual em certos momentos da vida.



«A formação, na vida e pela vida, está orientada para o crescimento integral da pessoa.

Deve ser essencialmente educação duma fé viva, que suscite em nós conversão e resposta sempre nova ao Evangelho, na linha de Francisco e de Maria da Paixão.»


(Constituições fmm, 92)




                                                                                        

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Crescendo até à plenitude de Cristo

«Deus, na sua Sabedoria, cria cada pessoa única, com dons e talentos próprios.

O Espírito convida-nos a desenvolvê-los, abrindo-nos à sua ação e a chegar, juntas, à plenitude de Cristo.»

(Constituições 91 + Ef 4,13)


Um testemunho vocacional


Chamo-me Isabel Faustino Balbino e sou Franciscana Missionária de Maria

Desde que me lembro (que tenho memórias), me questiono sobre o que me rodeia e sobre mim própria. De algum modo, perceber-me como pessoa com qualidades (positivas e negativas, se é que se podem classificar assim) que partilhava com outros, qualidades que só via em mim e outras só nos outros.

Lembro-me de ser pequena e de sair pelos campos fora para, no aconchego da natureza, descansar as minhas inquietações. Lá, com o céu limpo por cima de mim e deitada na erva, conseguia encontrar-me e encontrar pequenos segredos da vida.

Nessas ‘fugas’ não era difícil imaginar (intuir?) um Outro (e não me aconteceu a sensação desagradável da solidão nessas alturas). Pelo contrário, um certo conforto meio vago mas muito real.

Procurei descobrir-me como pessoa e membro da sociedade no papel de escuteira, catequista, enfermeira… Em cada um destes caminhos encontrei respostas importantes! Mas a inquietação manteve-se. Quando deparei com a finitude da vida, por altura da morte súbita do meu pai, percebi que havia ainda novas incursões a fazer.

O meu coração não encontrara descanso. Tinha lido um livro do Inácio Larrañaga, “O irmão de Assis”, deve ter sido a primeira vez em que senti que atingi o ‘alvo’. Não digo que era Deus ou a Vida Consagrada… qualquer uma destas ‘realidades’ era uma incógnita (ou quase). Foi o jeito de Francisco se encontrar simultaneamente com ele mesmo, com a criação, com os irmãos e com o Divino… Isso desejei com todo me espírito, com toda a minha mente, com todo o meu coração e com todas as minhas forças.

Decidi fazer a experiencia de integrar uma congregação religiosa (das Franciscanas Missionárias de Maria [FMM]), e num denso e (não nego) duro movimento de aprofundamento de vida (história, motivações, inter-relações, autoconhecimento, fé) continuei na descoberta das minhas ansias. É interessante ver a relação entre o reconhecimento do ‘Nome’ de Jesus e do próprio ‘Nome’ nas Escrituras - Pedro (Jo 1,41), Maria (Jo 20,16)…

Não é uma mera identidade que procurava, conhecia bem a minha família e gostava dela com os seus defeitos e virtudes. Gostava do meu nome (Isabel) e das escolhas e percursos que fui experimentado (não mudava quase nada). É algo mais além… Fiz licenciatura em psicologia, aprofundei áreas neuro e filosofia e, a minha tese de mestrado, é sobre a Autenticidade.

Deus não se agarra nem se consegue fechar nas mãos, nem Ele nem nós (eu e tu) - que somos à Sua imagem e semelhança. Há uma sede que gosto de perceber nos Homens da Ciência e da Fé, de pessoas tão díspares como A. Damásio, F. Nietzsche ou S. Agostinho.
Mas, em todos eu reconheço uma sede insaciável que me atormenta. E só lhe conheço algum refrigério quando deixo Deus pousar, serenamente, e me disponho a lançar-me à vida concreta com a Sua Luz (Encarnação).

A Encarnação é um dos aspetos amados por Francisco de Assis e fortes no Carisma das FMM. É um dos meus ‘assuntos’ favoritos!
Foi (e é) este Espírito, do que eu percebi que habitou a vida de Francisco, que me atrai inesgotavelmente.

Podia citar uma frase que resume muito do que disse, até (ou particularmente) na profundidade de um nível multidisciplinar: “A glória de Deus é o Homem Vivo e a vida do Homem é a Visão de Deus” (Santo Ireneu).

Isabel Balbino, fmm



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